O Querubismo é uma doença rara,
caracterizada por tecido ósseo anormal na parte inferior da face. As bochechas
ficam com uma aparência inchada e arredondada, podendo haver interferência com
o desenvolvimento normal dos dentes. Tanto o maxilar inferior (mandíbula) como
o maxilar superior (maxila) tornam-se ampliados, crescendo normalmente durante
toda a infância e estabilizando na puberdade.
Sem tratamento o querubismo
pode regredir ou, em casos raros, crescem lentamente.
Os crescimentos anormais são
gradualmente substituídos com o osso normal no início da idade adulta. Como
resultado, muitos adultos afetados têm uma aparência facial normal. É uma
patologia cuja prevalência é ainda desconhecida. Tem uma hereditariedade autossômica
dominante. A idade de início é a infância.
O diagnóstico definitivo é histológico, com amostras distribuídas
aleatoriamente mostrando células gigantes multinucleadas e espaços vasculares
dentro de um estroma de tecido conjuntivo fibroso pode ser observado.
A
primeira descrição desta patologia foi feita no ano de 1933, por Jones, que
denominou a mesma de doença multilocular familiar da madíbula. Todavia, após a
invalidação de sua natureza cística, Jones e colaboradores foram os primeiros a
utilizarem o termo querubismo.
Trata-se
de uma patologia rara, com herança autossômica dominante. Aparenta ter uma
penetrância de 100% em indivíduos do sexo masculino e de apenas 50% a 70% em
indivíduos do sexo feminino.
A
condição pode ir de leve a grave. Em algumas pessoas a doença é muito suave e
quase imperceptível. Os indivíduos com a forma grave da doença podem ter
problemas de visão, respiração, fala e deglutição.
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